Elaborao de Projetos 
EIXO 1:  Projetos 
<UNIDADE1>
<TELA0>
Objetivos do eixo
Conceituar projeto e suas caractersticas numa viso histrica e metodolgica relacionada com o contexto educacional e tecnolgico;
Proporcionar a identificao das contribuies das TIC para o desenvolvimento de projetos envolvendo suas distintas instncias na educao e respectivas inter-relaes;
Planejar e elaborar o Projeto de sala de aula integrado com o uso das tecnologias e mdias;
Propiciar a reflexo sobre a aprendizagem.
Objetivos de aprendizagem
Espera-se que ao fim desta unidade os professores-cursistas sejam capazes de: 
Reconhecer o conceito de projeto e suas caractersticas com o uso das tecnologias e mdias, bem como as implicaes envolvidas nos processos de ensino e aprendizagem;
Identificar e compreender as contribuies das TIC nas distintas instncias educativas onde ocorre o desenvolvimento de projetos e a importncia de suas inter-relaes;
Desenvolver o planejamento e a elaborao do projeto de sala de aula integrando o uso das tecnologias e mdias;
Produzir relatos e comentrios sobre as experincias pedaggicas do projeto;
Refletir sobre a prpria vivncia de aprendizagem.
</TELA0>


                     
<TELA1>
Contextualizao do tema:
Neste primeiro eixo do curso Elaborao de Projetos vamos estudar o conceito de projeto, fazendo um resgate histrico para conhecer suas caractersticas metodolgicas e suas implicaes nos processos de ensino e aprendizagem, principalmente quando se integra o uso das tecnologias e mdias.
Mas, o que  projeto? 
 uma construo prpria do ser humano que busca uma nova situao para satisfazer seus sonhos, seus ideais ou mesmo para responder s suas indagaes no sentido de melhor compreend-las.  
Desenvolver projetos envolve antever aes necessrias para transformar uma problemtica em uma situao desejada. 
<DESTAQUE>
....entende-se por projeto um modo de agir do ser humano que define quem ele pretende ser e como se lanar em busca de metas (<BIBLIOGRAFIA1>MACHADO</BIBLIOGRAFIA1>, 2000).


</DESTAQUE>
<BIBLIOGRAFIA1> MACHADO, N.J. Educao: projetos e valores. So Paulo: Escrituras, 2000. </BIBLIOGRAFIA1>
<SAIBAMAIS1>Saiba mais!</SAIBAMAIS1>
<SAIBAMAIS1>Leia o texto do Professor Nilson Jos Machado sobre Projeto de Vida. Texto disponvel em: http://www.fm.usp.br/tutores/bom/bompt54.php Eixo1-Texto1.pdf
</SAIBAMAIS1>
</TELA1>



Tela 2  Eixo 1 Projetos   (presencial)                        
<TELA2> <TITULO>Conceito de Projeto</TITULO>
A ideia de projeto  prpria da atividade humana e de sua forma de pensar em algo que deseja tornar real. 
Projeto significa lanar para diante ( e traz ) a ideia de pensar uma realidade que ainda no aconteceu.  Isto implica antecipao de uma ao que envolve analisar o presente como fonte de possibilidades futuras.    
A ideia de projeto faz parte da constituio do ser humano consciente de sua condio de incompletude de sujeito em constante busca de atingir seus objetivos e buscar respostas as suas questes.
No processo de realizao das aes, ocorrem imprevistos e mudanas se fazem necessrias, mostrando com isso que o projeto traz no seu bojo as ideias de previso de futuro, abertura para mudanas, autonomia na tomada de deciso e flexibilidade. 
<DESTAQUE>
O projeto no  uma simples representao do futuro, do amanh, do possvel, de uma ideia;  o futuro a fazer, um amanh a concretizar, um possvel a transformar em real, uma ideia a transformar em ato" (<BIBLIOGRAFIA2> MACHADO</BIBLIOGRAFIA2>, 2000). </DESTAQUE>
<BIBLIOGRAFIA2> MACHADO, N.J. Educao: projetos e valores. So Paulo: Escrituras, 2000. </BIBLIOGRAFIA2>
</TELA2>




<TELA3> <TITULO>Atividade-1.1  Meu projeto pessoal/profissional</TITULO>
 comum que as pessoas ao longo da vida tenham sonhos e ideais. So eles que nos mobilizam a superar dificuldades, a estabelecer metas, a construir um projeto visando a concretizao de um ideal.

Nesta atividade, voc  convidado para fazer uma introspeco identificando algum aspecto do seu projeto pessoal/profissional que gostaria de relatar e compartilhar com os colegas da turma.
Para realiz-la, siga as <ORIENTACAO> orientaes. </ORIENTACAO>
<ORIENTACAO> Orientaes:
1.Escrever o relato no Editor de textos do BrOffice,  com cerca de 250 a 300 palavras.
2.Salvar o documento na pasta Meus documentos atribuindo um nome que facilite a sua identificao, da seguinte forma: ativ-1_seunome. 
      Por exemplo: para esta atividade realizada pelo Ana Lcia Pereira, o nome do arquivo ser: ativ-1_Aluciap
3.   Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema Projeto pessoal/profissional.  
4.   Acessar as atividades elaboradas pelos colegas, que esto disponveis no acervo da Biblioteca do Material do Aluno, para conhecer seus projetos.
5.   Entrar no Frum Meu projeto pessoal/profissional para deixar um comentrio sobre os relatos dos colegas.
</ORIENTACAO>
</TELA3>


<TELA4> <TITULO>Um pouco da histria</TITULO>
Fazendo um resgate histrico vamos conhecer as ideias de alguns educadores que influenciaram a educao.  Nesse percurso, ficam evidenciados os princpios que surgiram como iderio de educao e, muitos deles continuam presentes e ressignificados nas propostas atuais do trabalho com projetos em sala de aula.

Veja a <ANIMACAO>linha do tempo!</ANIMACAO>
<ANIMACAO> linha do tempo </ANIMACAO>

</TELA4>


<TELA5>
No sculo XVIII <SAIBAMAIS2> Pestalozzi </SAIBAMAIS2> e <SAIBAMAIS3> Froebel </SAIBAMAIS3> defenderam a importncia de desenvolver uma educao voltada para os interesses e necessidades das crianas, valorizando a experimentao prtica.
<SAIBAMAIS4> Decroly </SAIBAMAIS4> e <SAIBAMAIS5>Montessori </SAIBAMAIS5> apontaram a necessidade de trabalhar com os mtodos ativos. Montessori enfatizou a importncia da atividade livre e da estimulao sensrio-motora e Decroly criou os centros de interesses, nos quais os alunos escolhiam o que desejavam aprender, construdo o prprio currculo a partir de suas curiosidades e interesses.
Na dcada de 20, <SAIBAMAIS6> Dewey </SAIBAMAIS6> e <SAIBAMAIS7>Kilpatrick</SAIBAMAIS7> enfatizaram a importncia da escola ser um espao vivo e aberto para a realidade, defendendo que as crianas adquiram experincia e conhecimento pela resoluo de problemas prticos, em situaes sociais. 
Dewey criou a escola ativa, fundamentada na motivao e no interesse espontneo dos alunos para a descoberta, por meio da experincia pessoal e das informaes que sero assimiladas.  Um dos princpios da teoria de Dewey que nos dias atuais vem sendo bastante destacada nas propostas pedaggicas  o aprender-fazendo experincias que o aluno ativamente pode se envolver com a prpria aprendizagem. 
Dewey foi o grande sistematizador da Pedagogia de Projetos e  Kilpatrick desenvolveu o <SAIBAMAIS8> Mtodo de Projetos </SAIBAMAIS8>, com base na teoria da experincia, cujos  pressupostos partem de problemas reais do cotidiano do aluno.
 
 



<SAIBAMAIS2>Para saber mais acesse o site: http://www.centrorefeducacional.com.br/pestal.html</SAIBAMAIS2>
Eixo1-Texto2.pdf

<SAIBAMAIS3> Para saber mais acesse o site: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/friedrich-froebel-307910.shtml 
Eixo1-Texto3.pdf</SAIBAMAIS3>

<SAIBAMAIS4> Para saber mais acesse o site: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/primeiro-tratar-saber-forma-unica-423099.shtml 

Eixo1-Texto4.pdf
</SAIBAMAIS4>

<SAIBAMAIS5>
Para saber mais acesse o site: http://www.centrorefeducacional.com.br/montesso.html
Eixo1-Texto5.pdf
</SAIBAMAIS5>

<SAIBAMAIS6>Para saber mais acesse o site: http://www.curriculosemfronteiras.org/classicos/teiapple.pdf
http://revistaescola.abril.uol.com.br/historia/pratica-pedagogica/john-dewey-428136.shtml

Eixo1-Texto6.pdf</SAIBAMAIS6>

<SAIBAMAIS7> Para Kilpatrick as atividades escolares deveriam partir de problemas reais, do dia-a-dia do aluno, rompendo dessa forma, com as barreiras entre as diferentes reas do conhecimento. (KILPATRICK, 1978) </SAIBAMAIS7>

<SAIBAMAIS8> Um projeto didtico, segundo Kilpatrick deve apresentar as seguintes caractersticas: (1) uma atividade motivada por uma inteno; (2) um plano de trabalho, de preferncia manual; (3) uma diversidade globalizada de ensino; (4) um ambiente natural. </SAIBAMAIS8>


<SAIBAMAIS9> Saiba mais em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mestre-trabalho-bom-senso-423309.shtml 

Eixo1-Texto7.pdf</SAIBAMAIS9>

<SAIBAMAIS10> Conhea o portal do Instituto Paulo Freire em: http://www.paulofreire.org/ </SAIBAMAIS10> 

<GLOSSARIO1> Temas e palavras geradores surgiram com a proposta de educao junto com o mtodo de alfabetizao de adultos. Freire enfatizou a importncia de considerar o repertrio cultural do aluno e com esse pressuposto que desenvolveu a metodologia de alfabetizao iniciando cm as palavras conhecidas dos alunos. </GLOSSARIO1>

<BIBLIOGRAFIA3> FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. </BIBLIOGRAFIA3>

<BIBLIOGRAFIA4> CHARLOT, B. Da relao com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000. </BIBLIOGRAFIA4>


</TELA5>

<TELA6> Na dcada de 30, <SAIBAMAIS9> Clestin Freinet </SAIBAMAIS9>, props uma pedagogia de busca e de experincias, favorecendo a criana um papel ativo voltado para o trabalho e atividade em grupo, vivenciando situaes de cooperao e a pesquisa do meio, bem como o envolvimento do aluno em atividades/projetos criativos.
O educador brasileiro <SAIBAMAIS10> Freire </SAIBAMAIS10>, mundialmente conhecido, na dcada de 60, foi responsvel por introduzir o debate poltico e a realidade sociocultural no processo escolar com a educao libertadora e os denominados <GLOSSARIO1>temas geradores </GLOSSARIO1>. 
Para Freire o ato de conhecer tem como pressuposto fundamental a cultura do educando, no para cristaliz-la, mas como ponto de partida para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da histria. 
Enfatiza o  dilogo entre o conhecimento que o aluno traz, enquanto sujeito histrico, e a construo de um saber. Os fundamentos da pedagogia de Freire humanista e emancipatria orientam o professor para o desenvolvimento de estratgias pedaggicas que privilegiem a indagao, a curiosidade, a busca do rigor cientfico e a reflexo crtica do aluno.
 ...ensinar no  transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua prpria produo ou a sua construo (<BIBLIOGRAFIA3> FREIRE </BIBLIOGRAFIA3>, 1996, p. 52). 
 importante o professor compreender que o aluno aprende em situaes funcionais, quando ele v sentido na atividade que realiza, proporcionando-lhe o estabelecimento de um sentido pessoal com aquilo que est aprendendo.
...o sentido  produzido por estabelecimento de relao dentro de um sistema, ou nas relaes com o mundo ou com os outros (<BIBLIOGRAFIA4> CHARLOT</BIBLIOGRAFIA4>, 2000, p.56).
</TELA6>

<TELA7>
Atividade-1.2  Dilogo terico
Aps essa viagem no tempo conhecendo alguns dos tericos que marcaram uma trajetria de ideais educacionais vamos compartilhar as reflexes sobre tais pressupostos com os colegas da turma. 

Siga as <ORIENTACAO> orientaes.</ORIENTACAO>

<ORIENTACAO> Orientao didtica:
1.Escolher um dos tericos apresentados na tela da linha do tempo e faa uma leitura mais detalhada do texto indicado ou em outro que tenha acesso e seja de sua preferncia;
2. Destacar um aspecto que considera importante para o trabalho por projeto;
 3. Compartilhar com os colegas no Frum Dilogo terico;
4.Ler as contribuies dos colegas, observando e analisando dentre os aspectos destacados, as ideias convergentes destes educadores em torno do conceito de Projeto.
</ORIENTACAO>

</TELA7>
<TELA8>
Aprender e ensinar no trabalho com projeto

Como vimos, as ideias acerca do trabalho por projeto no so novas, elas surgiram mais explicitadamente com Dewey e Kilpatrick, que enfatizaram a importncia de trabalhar com os alunos a partir de uma situao problemtica. 
E, a partir dos anos 80 e 90, o conceito de Projeto se evidencia no cenrio educacional com uma nova dimenso, sendo em parte reflexo dos estudos da teoria construtivista de  <SAIBAMAIS14> Piaget </SAIBAMAIS14>, a qual explica o processo de aprendizagem e a aquisio dos conhecimentos.
<FIGURA> piaget.jpeg </FIGURA> Para Piaget o conhecimento  construdo pelo sujeito, no contexto das interaes com outras pessoas e/ou objetos. A construo se d por meio de dois processos fundamentais de inteligncia: a <GLOSSARIO2> assimilao  </GLOSSARIO2> e a<GLOSSARIO3>  acomodao </GLOSSARIO3>, que so componentes de todo equilbrio cognitivo.
</TELA8>

<TELA9>
A aprendizagem para Piaget acontece quando o sujeito age sobre os contedos especficos, e ele age na medida em que possui estruturas prprias construdas ou em construo. Se as estruturas lgicas do pensamento esto relacionadas com a prpria ao do sujeito sobre o meio, isto significa que a educao deve propiciar situaes que favoream a experimentao, a reflexo e a descoberta.

Uma experincia que propicia a construo do conhecimento deve ir alm do saber fazer, para envolver a reflexo sobre o saber fazer, a tomada de conscincia, a compreenso e a re-elaborao do fazer.  

Conhecer como o aluno aprende - seu universo cognitivo - torna-se fundamental para que a ao pedaggica do professor no produza uma ruptura entre o aprender e o ensinar, ou, ainda, no seja exclusivamente centrada nas formas de ensinar(<BIBLIOGRAFIA5> BECKER </BIBLIOGRAFIA5>, 2001)

Da a importncia de propiciar o desencadeamento do processo de construo e de reconstruo do conhecimento do aluno, por meio de situaes de aprendizagem que favoream a autoria do aluno e o processo reflexivo sobre a prpria ao. 

<SAIBAMAIS12> Saiba mais! </SAIBAMAIS12> 
<SAIBAMAIS12>Para conhecer mais sobre as ideias de Piaget, acesse o site:
http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/jean-piaget-428139.shtml 
</SAIBAMAIS12>
</TELA9>

<TELA10>
Tela10 Eixo 1 Projetos   (distncia)
Nos ano 90 <SAIBAMAIS13>Fernando Hernndez </SAIBAMAIS13>prope, na Espanha, um currculo integrado e o desenvolvimento de projetos de trabalho repercutindo no Brasil nas novas propostas de orientao curriculares.
Hernandez alerta que para trabalhar com projeto no basta o aluno gostar de um determinado tema,  preciso que o tema seja instigador para o aluno e desperte sua curiosidade por novos conhecimentos. 
O trabalho por projeto passa a ser adotado em vrias escolas, porm com um novo significado, pois <BIBLIOGRAFIA6> Hernndez </BIBLIOGRAFIA6> (1998) aponta que o projeto no deve ser visto como uma opo puramente metodolgica, mas como uma maneira de repensar a funo da escola, o ensino e a aprendizagem.
 
Essa compreenso  fundamental porque aqueles que buscam apenas conhecer os procedimentos e os mtodos para desenvolver projetos acabam se frustrando, pois no existe um modelo ideal, pronto e acabado que d conta da complexidade que envolve a realidade de sala de aula e do contexto escolar.


Para conhecer mais sobre as ideias de Fernando Herndez, leia a <SAIBAMAIS15> resenha </SAIBAMAIS15>do seu livro Transgresso e mudana na educao: os projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1998. 

</TELA10>
<TELA11>
O trabalho por projeto permite que o aluno aprenda-fazendo e reconhea a sua autoria naquilo que produz por meio do estudo sobre questes de investigao que lhe impulsionam a contextualizar conceitos j conhecidos e a descobrir outros conceitos que emergem no desenvolvimento do projeto. 
No projeto, o aluno explora, aplica, busca, interpreta informaes e tem a oportunidade de recontextualizar aquilo que aprendeu, estabelecer relaes significativas entre os conhecimentos, ampliando o seu universo de aprendizagem.
<DESTAQUE>
O aluno desenvolve competncias para buscar e selecionar <GLOSSARIO4>informaes </GLOSSARIO4>, <GLOSSARIO5> tomar decises </GLOSSARIO5>, trabalhar em grupo, gerenciar confrontos de ideias, solucionar problemas, desenvolver competncias interpessoais para aprender de forma colaborativa com seus pares. </DESTAQUE>
O trabalho em grupo favorece ao aluno compartilhar suas descobertas, reflexes e questionamentos com seus pares, a criao de vnculos, de companheirismo e de parceria, fortalecendo com isso uma nova maneira de aprender coletiva e colaborativamente.



</TELA11>
<TELA12>
A teoria de <SAIBAMAIS16> Vygotsky  <SAIBAMAIS16> (1989), enfatiza a importncia da interao social no processo de construo das funes psicolgicas humanas. O aluno aprende a partir da interao com o meio em que vive, com a realidade e com outras pessoas. Cada ser humano  ao mesmo tempo ativo e interativo.
O desenvolvimento do homem resulta de um processo scio-histrico, sendo o aprendizado de origem social e pautado na interdependncia dos indivduos envolvidos no processo, incluindo aquele que aprende e aquele que ensina e a relao que se estabelece entre eles. 
Para Vygotsky a linguagem constitui um sistema simblico de desenvolvimento humano, por meio da qual ocorre a mediao entre o homem, os objetos de conhecimento e as funes mentais superiores e se formam os conceitos. A cultura fornece os sistemas simblicos de representao do mundo e de negociao de sentidos.
O conceito de mediao  central para a compreenso da natureza scio-histrica do desenvolvimento humano, pois Vygotsky considera que a interao humana com os objetos  sempre mediada pelos sistemas simblicos e assim, a construo do conhecimento ocorre pela mediao cultural e no  um processo direto de ao do homem sobre o meio. 
O professor precisa compreender o desenvolvimento do aluno, considerando os aspectos cognitivos, scio-histricos e emocionais para que a mediao seja feita de forma significativa. 



</TELA12>
<TELA13>
O conceito da zona proximal de desenvolvimento (<GLOSSARIO6> ZPD </GLOSSARIO6>) da teoria de Vygotsky pode orientar a mediao do professor no processo de aprendizagem do aluno, considerando inclusive a sua historicidade. O contexto da escola, por ser essencialmente social, indica que a mediao  desempenhada tanto pelo professor, que tem a intencionalidade pedaggica, como por outros profissionais da escola, pela prpria instituio, pelos colegas. Assim, todos podem aprender e ensinar uns com os outros.
A mediao do professor  importante tambm para que os contedos envolvidos no projeto sejam compreendidos e sistematizados para que o aluno possa formalizar os conhecimentos colocados em ao. Desse modo, por meio da mediao, o professor pode compreender os conhecimentos que os alunos trazem do cotidiano, ajud-los a inter-relacionar com outros conhecimentos mobilizados no projeto e chegar a construo de conhecimentos cientficos, que se constitui finalidade  da escola na perspectiva da formao integral do aluno. 
A mediao traduz na prtica pedaggica do professor, a intencionalidade e o comprometimento com a qualidade de aprendizagem do aluno, favorecendo-lhe que alm da experimentao, da descoberta, a sua ao seja refletida, compreendida formalizada para que atinja outros nveis de desenvolvimento e de estruturas cognitivas majorantes.

Para saber mais, leia o texto <SAIBAMAIS17> Articulaes entre reas de conhecimento e tecnologia. Articulando saberes e transformando a prtica </SAIBAMAIS17> da Professora Maria Elisabette Brisola Brito Prado.



</TELA13>
<TELA14>
Interdisciplinaridade
O trabalho por projeto caracteriza-se por uma situao de aprendizagem abrangente, que potencializa a <SAIBAMAIS18>interdisciplinaridade</SAIBAMAIS18> e a <SAIBAMAIS19>transversalidade</SAIBAMAIS19>.  Para o aluno pesquisar e estudar sobre um tema, uma problemtica ou questo de investigao ele precisa estabelecer relaes significativas entre conhecimentos de reas distintas. 
A Interdisciplinaridade  a integrao de dois ou mais componentes curriculares na construo do conhecimento de forma global, ou seja, rompendo com os limites das disciplinas. Para isto  necessrio desenvolver uma postura interdisciplinar diante do conhecimento, que envolve mudana de atitude, de incluso; superando a dicotomia entre ensino e pesquisa, a prtica e a teoria. (<BIBLIOGRAFIA8>FAZENDA,</BIBLIOGRAFIA8> 1998). 

A transversalidade pode potencializar situaes que valorizam as relaes humanas e sociais mais urgentes. Trabalhar transversalmente  permitir que o aluno aprenda contedos disciplinares na resoluo de problemas de forma contextualizada e entendendo a problemtica social e as possibilidades de solues para os problemas sociais.


Para saber mais, leia o texto: <SAIBAMAIS20>Interdisciplinaridade: Refletindo Sobre Algumas Questes </SAIBAMAIS20>da Professora Maria Elisabette B B Prado.



</TELA14>

<TELA15>
Atividade-1.3  Projeto e suas caractersticas
Reflita sobre as questes abaixo e debata com os colegas argumentando suas ideias considerando as leituras feitas e suas experincias;
Todo projeto  interdisciplinar?
 possvel desenvolver um projeto focado em um tema de uma determinada rea do conhecimento?
Orientaes:
1. Ler a entrevista  intitulada <SAIBAMAIS21> Como se trabalha com Projeto </SAIBAMAIS21>feita com a Professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida disponvel na Revista TVEscola. 
2.Escrever suas consideraes e compartilhar com os colegas no Frum  Projeto e suas caractersticas  
3. Ler as contribuies dos colegas colocando suas argumentaes sobre a temtica.

<GLOSSARIO2> Assimilao
Refere-se  ao do sujeito sobre o objeto, ou seja, aquela ao em que o sujeito atua sobre o objeto e o transforma pela integrao de elementos do objeto s suas estruturas existentes. </GLOSSARIO2> 

<GLOSSARIO3> Acomodao
Refere-se  transformao que os elementos assimilados podem provocar em um esquema ou em uma estrutura do sujeito. </GLOSSARIO3>


<SAIBAMAIS14> Saiba mais em: <http://
revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/jean-piaget-428139.shtml>. Eixo1-Texto9.pdf </SAIBAMAIS14>

<BIBLIOGRAFIA5> BECKER, F. Educao e construo do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. </BIBLIOGRAFIA5>


<SAIBAMAIS13>Saiba mais em: http://www.centrorefeducacional.com.br/fehernan.htm 

Eixo1-Texto10.pdf </SAIBAMAIS13>

<BIBLIOGRAFIA6> HERNNDEZ, F. Transgresso e mudana na educao: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998. </BIBLIOGRAFIA6>

<SAIBAMAIS15> Disponvel no site: http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/88/40/
resenha do livro transgressao e mudanca na educacao.doc
</SAIBAMAIS15>


<GLOSSARIO4> informaes
Para transformar a informao em conhecimento  preciso que as informaes sejam trabalhadas conjuntamente em vrias situaes de aprendizagem, de modo que o aluno possa estabelecer relaes, comparar, diferenciar, experimentar, atribuir significado e sistematizar os conceitos envolvidos num processo contnuo de (re)construo de conhecimentos. </GLOSSARIO4>
<GLOSSARIO5> tomar decises
Tomar deciso  mais do que resolver um problema, pois implica mobilizar valores, estabelecer raciocnios, enfrentar dilemas e decidir pelo que se julga melhor, mais justo, mais condizente para o sujeito e para a sociedade  qual pertence (MACEDO, 2002, p.127) </GLOSSARIO5>


      
<SAIBAMAIS16> VYGOTSKY, L.S. A formao social da mente. So Paulo: Martins Fontes, 1989.
Para saber mais sobre este autor, acesse o site:
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/lev-vygotsky-307440.shtml
Eixo1-Texto11.pdf 
</SAIBAMAIS16>


<GLOSSARIO6>  ZPD

O conceito de Zona de Proximal de Desenvolvimento (ZPD),refere-se  distncia entre o nvel de desenvolvimento atual, caracterizado pela independncia do aluno na resoluo de problemas, e o nvel superior de desenvolvimento potencial, sendo este determinado pela resoluo de problemas feitos pelo aluno com colaborao de outros indivduos (professor, colegas, pais) mais capazes. </GLOSSARIO6>


<SAIBAMAIS17>PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Articulaes entre reas de conhecimento e tecnologia. Articulando saberes e transformando a prtica. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, Jos Manuel (Org.). Integrao das tecnologias na educao. Braslia: Ministrio da Educao/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.8, p. 54-58. Disponvel em: <http://www.tvebrasil.com.br/salto>. Acesso em: 12 jul. 2009
Integracao das tecnologias na educacao  primeiro capitulo.pdf
<SAIBAMAIS17>





Link  - interdisciplinaridade
<SAIBAMAIS18>No Brasil, a interdisciplinaridade ficou evidenciada no final da dcada de 60, exercendo influncia na elaborao da Lei de Diretrizes e Bases de 1971. Sua presena foi sendo intensificada tambm nas propostas e prticas educacionais, com a nova LDB de 1996 e com os Parmetros Curriculares Nacionais - PCN de 1998. </SAIBAMAIS18>


Link  transversalidade
<SAIBAMAIS19> O compromisso com a construo da cidadania pede necessariamente uma prtica educacional voltada para a compreenso da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relao  vida pessoal e coletiva e a afirmao do princpio da participao poltica. Nessa perspectiva  que foram incorporados como Temas Transversais as questes de tica, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Sade, da Orientao Sexual e do Trabalho e Consumo (PCN,  p.17) </SAIBAMAIS19>
<BIBLIOGRAFIA8>FAZENDA, I.C. Didtica e interdisciplinaridade. Campinas, SP: Papirus, 1998. </BIBLIOGRAFIA8>

<SAIBAMAIS20>Eixo1-Texto13.pdf</SAIBAMAIS20>






<SAIBAMAIS21>Eixo1-Texto14.pdf</SAIBAMAIS21>


</TELA15>
<TELA16>

Tela 16  Eixo 1 Projetos   (distncia)
O trabalho com projeto permite romper com as fronteiras disciplinares, favorecendo o estabelecimento de elos entre as diferentes reas do conhecimento numa situao contextualizada de aprendizagem. No entanto, muitas vezes  atribudo valor para as prticas interdisciplinares, de tal maneira que passa a negar qualquer atividade disciplinar, o que constitui uma viso equivocada. <SAIBAMAIS22>Fazenda </SAIBAMAIS22> (1994) enfatiza que a ao interdisciplinar fortalece as disciplinas sem que haja perda da identidade das mesmas. 
Trabalhar com projetos significa explicitar uma intencionalidade em um plano flexvel e aberto ao imprevisvel. O plano  a espinha dorsal das aes que se complementam no andamento das investigaes e descobertas que no se fecham a uma nica rea do conhecimento e tornam permeveis suas fronteiras
 (...)o projeto rompe com as fronteiras disciplinares, tornando-as permeveis na ao de articular diferentes reas de conhecimento, mobilizadas na investigao de problemticas e situaes da realidade. Isso no significa abandonar as disciplinas, mas integr-las no desenvolvimento das investigaes, aprofundando-se verticalmente em sua prpria identidade,ao mesmo tempo, que estabelecem articulaes horizontais numa relao de reciprocidade entre elas, a qual tem como pano de fundo a unicidade do conhecimento em construo (<BIBLIOGRAFIA7> ALMEIDA </BIBLIOGRAFIA7>, 2001, pp.58).


Para saber mais, leia o texto: <SAIBAMAIS23> Ensinar e aprender com o computador: a articulao inter-trans-disciplinar </SAIBAMAIS23> da Professora Maria Elizabeth B  de Almeida.






<SAIBAMAIS22>
FAZENDA, I.C. Interdisciplinaridade: histria, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.
Conhea mais algumas ideias abordadas pela Professora Ivani Fazenda sobre Interdisciplinaridade de A a Z, disponvel no site:
http://www.educacional.com.br/reportagens/educar2001/texto04.asp

Eixo1-Texto15.pdf
</SAIBAMAIS22>

<BIBLIOGRAFIA7>ALMEIDA, M.E.B. Educao projetos, tecnologia e conhecimento. So Paulo: PROEM, 2001.
</BIBLIOGRAFIA7>

<SAIBAMAIS23>Eixo1-Texto16.pdf</SAIBAMAIS23>


</TELA16>
<TELA17>

Tela 17 Eixo 1 Projetos   (distncia)
Um projeto pode partir de uma questo relacionada com uma nica rea de conhecimento e, em seu desenvolvimento, ir se abrindo e articulando conceitos de outras reas. Quando isto ocorre, fica evidenciado que o contedo disciplinar  importante de ser trabalhado numa perspectiva que no se feche em si mesmo, mas que no processo de busca para compreender um determinado fato ou fenmeno seja ampliado o escopo de relaes entre as diferentes reas de conhecimento e o significado dos conceitos incorporados no desenvolvimento do projeto.

Por outro lado, pode o ocorrer o inverso, ou seja, iniciar o projeto com uma questo mais abrangente e pouco a pouco ir afunilando em determinado conceito de uma rea especfica para compreender determinadas particularidades do fato ou fenmeno em estudo.

O trabalho por projeto, no tem um modelo a ser seguido. Tem princpios que podem nortear a prtica pedaggica. O importante  considerar que o projeto deve estar  comprometido com aes, mas que seja aberto e flexvel ao novo. A todo o momento o aluno e o professor podem rever a <GLOSSARIO7> descrio  </GLOSSARIO7>inicial do projeto, prevista para poder levar adiante sua execuo e reformul-la conforme as necessidades do contexto e os interesses dos participantes envolvidos. 

Para saber mais, leia o texto <SAIBAMAIS24>Projeto: uma nova cultura de aprendizagem </SAIBAMAIS24> da Professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida.


</TELA17>
<TELA18>


Tela 18 Eixo 1 Projetos   (distncia)
Atividade- 1.4  Banco de Projetos
Vamos trabalhar com as boas prticas com projetos usando as tecnologias?
A ideia nessa atividade  a de construir coletivamente um banco de projetos, por meio de relato de experincias sobre o desenvolvimento de projetos nas quais vocs tenham participado ou sabem que foram realizadas no contexto da escola ou mais especificamente no trabalho de sala de aula. 
Para identificar as boas prticas com projetos, perguntem aos seus colegas, aos alunos e funcionrios da escola quais eles indicam como boas prticas. Se for possvel, envolvam a comunidade para que seus membros ajudem a reconhec-las. Afinal, esse levantamento poder ajud-los a propor novos projetos que sejam motivadores para a comunidade escolar.
Orientaes:
1.Elaborar um documento no editor de texto, conforme <SAIBAMAIS25> roteiro </SAIBAMAIS25>, com o relato de uma experincia desenvolvida ou conhecida.  
2. Salvar o documento na pasta Meus documentos atribuindo um nome que facilite a sua identificao, da seguinte forma: ativ-3_seu nome. 
      Por exemplo: para esta atividade realizada pela Rose Helena Siqueira, o nome do arquivo ser: ativ-3_RoseHS
3.   Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema Banco de Projetos.  
      4.   Acessar as atividades elaboradas pelos colegas, que esto disponveis no acervo da Biblioteca do Material do Aluno, para conhecer seus projetos.







<GLOSSARIO7>descrio
A descrio inicial do projeto se expressa no registro de um planejamento que aluno e professor constroem para organizar suas aes no desenvolvimento do projeto. </GLOSSARIO7>

<SAIBAMAIS24>Eixo1-Texto17.pdf </SAIBAMAIS24>








<SAIBAMAIS25>1.Nome do cursista:
2.Identificao do local: nome da escola, srie, nmero de alunos, nmero de professores, reas de conhecimentos, outros participantes envolvidos.
3. Ttulo do projeto
4.Caractersticas do Projeto (interdisciplinar, disciplinar, disciplinas/contedos envolvidos)
5. Descrio geral
6. Tecnologias utilizadas
7. Comentrios
8. Referncia (se o projeto estiver publicado)
</SAIBAMAIS25>



</TELA18>
<TELA19>
Tela 19  Eixo 1 Projetos   (distncia)
Projeto e Tecnologia
Quando a tecnologia, mais especificamente o computador, comeou a chegar nas escolas pblicas, um pouco antes dos anos 90, j havia metodologias de uso baseadas em princpios <SAIBAMAIS26>construcionistas</SAIBAMAIS26> que nortearam o trabalho por projeto nos laboratrios de informtica das escolas. 
No trabalho por projeto com tecnologia, a professora La Fagundes foi criadora de uma proposta metodolgica de projetos desenvolvidos com alunos usando os recursos computacionais. Esta proposta deu origem ao <SAIBAMAIS27>Projeto Amora  </SAIBAMAIS27>no Colgio de Aplicao da URGS, o qual iniciou-se em 1996, juntamente com uma equipe de educadores e pesquisadores da universidade que atuam at os dias atuais.
O Projeto Amora desenvolve-se em uma estrutura diferenciada da escola pblica regular, tanto na organizao tempo/espao escolar como no papel do professor, o que favorece a concretizao dos princpios construtivistas aliadas s ideias de <SAIBAMAIS28> Papert </SAIBAMAIS28>envolvendo o uso do computador e se constitui como referncia para outras experincias. 

Conhea mais as ideias de Papert  assistindo o <VIDEO> vdeo </VIDEO> em que ele e Paulo Freire dialogam sobre a escola, aprendizagem, tecnologia, cultura e conhecimento.


<SAIBAMAIS26> podcast-valente-mp3-final.mp3</SAIBAMAIS26>

<SAIBAMAIS27>Projeto Amora
http://amora.cap.ufrgs.br/
http://amora.cap.ufrgs.br/coordenador.php</SAIBAMAIS27>

<SAIBAMAIS28>seymor papert.doc</SAIBAMAIS28>


<VIDEO> freire e papert.flv</VIDEO>


</TELA19>
<TELA20>

Tela 20  Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
O Projeto Amora estruturou uma metodologia pedaggica em que o trabalho com projeto deve sempre partir de uma pergunta do aluno e o professor faz suas intervenes no sentido de levantar as dvidas temporrias e certezas provisrias dos alunos, instigando-os a atitude de pesquisador e produtor do seu conhecimento. Essa metodologia de projeto foi denominada de <SAIBAMAIS29> Projeto de Aprendizagem </SAIBAMAIS29>.

Essa metodologia  Projeto de Aprendizagem desenvolve-se com a participao  de uma <SAIBAMAIS30> equipe de professores  </SAIBAMAIS30> que desempenham diferentes funes de forma inter-relacionadas: professor coordenador, professor articulador, professor tutor, professor orientador e professor especialista. 

Essa experincia do Projeto Amora tem trazido subsdios importantes para a reflexo sobre o trabalho com projeto e como a tecnologia pode ser utilizada pode ser utilizada com os alunos de maneira que desperte a sua criatividade no processo de aprender.

A atividade 1.3 -  Banco de Projetos - mostrou um leque de possibilidades pedaggicas de prticas desenvolvidas com projetos usando os recursos tecnolgicos. 

O importante  conhecer as diversas e diferentes maneiras de desenvolver o trabalho com projeto e analisar a sua viabilidade no contexto real da escola e da sala de aula. 
<REFLETIR> Reflita! </REFLETIR>

<REFLETIR>
O que queremos com o trabalho com projeto em sala de aula?
Qual  o papel do professor, do aluno e das tecnologias da informao e da comunicao no desenvolvimento do trabalho com projeto no seu contexto de atuao? </REFLETIR>

Para saber mais sobre as implicaes envolvidas no trabalho com projetos usando as tecnologias, leia o texto <SAIBAMAIS31>Pedagogia de projetos: fundamentos e implicaes </SAIBAMAIS31>da Professora Maria Elisabette Brisola Brito Prado



<SAIBAMAIS29>Projetos de aprendizagem.doc</SAIBAMAIS29>


<SAIBAMAIS30>Equipe de professores.doc
</SAIBAMAIS30>

<SAIBAMAIS31>PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicaes. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, Jos Manuel (Org.). Integrao das tecnologias na educao. Braslia: Ministrio da Educao/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.1, p. 12-17. Disponvel em: <http://www.tvebrasil.com.br/salto>. Acesso em: 12 jul. 2009
Integracao das tecnologias na educacao  primeiro capitulo.pdf
</SAIBAMAIS31>




</TELA20>
<TELA21>

Tela 21  Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
O professor trabalha com projetos respeita os diferentes estilos, decises e ritmos de trabalho dos alunos desde a etapa de planejamento, escolha de tema e respectiva problemtica a ser investigada, transformando sua turma de alunos em uma comunidade de aprendizagem e investigao.
<DESTAQUE>No  o professor quem planeja para os alunos executarem, ambos podem ser parceiros e sujeitos de aprendizagem, cada um atuando segundo o seu papel e nvel de desenvolvimento. </DESTAQUE>
Segundo <BIBLIOGRAFIA8>Almeida </BIBLIOGRAFIA8> (2001), as questes de investigao so formuladas na situao levando em conta as dvidas, curiosidades e indagaes dos alunos a respeito de problemticas reais e, a partir de seus conhecimentos prvios, valores, crenas e experincias, ocorre a mobilizao de aquisies cognitivas e a construo de estratgias para resolver os distintos problemas envolvidos no projeto, cuja superao envolve competncias diversas colocadas em ao pela reunio das potencialidades de diferentes pessoas.

,,,no desenvolvimento do projeto o professor pode trabalhar com os alunos diferentes tipos de conhecimentos que esto imbricados e representados em termos de trs construes: procedimentos e estratgias de resoluo de problemas, conceitos disciplinares e estratgicas e, conceitos sobre a aprender (<BIBLIOGRAFIA9>VALENTE, </BIBLIOGRAFIA9>2002, p.4).

Para saber mais sobre as questes relacionadas  tecnologia na educao, o trabalho com projeto e a formao e educaes, leia o artigo (Captulo 4) <SAIBAMAIS32> Aprender por Projeto, Formar Educadores  </SAIBAMAIS32>de Pedro Ferreira de Andrade. 





<BIBLIOGRAFIA8>ALMEIDA, M.E.B. Educao Projetos, tecnologia e conhecimento. So Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA8>



<BIBLIOGRAFIA9> VALENTE, J. A. Repensando as situaes de aprendizagem: o fazer e o compreender. Boletim do Salto para o Futuro, Braslia, 2002.   Disponvel em: <http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/te/tetxt4.htm>. Acesso em: 16 jul. 2009.
Eixo1-Texto19.pdf </BIBLIOGRAFIA9>
 
<SAIBAMAIS32>ANDRADE, P.F. Aprender por projeto, formar educadores. In: VALENTE, J.A. (Org). Formao de educadores para o uso da informtica na escola. Campinas. [S.l.]: NIED-UNICAMP, 2003. </SAIBAMAIS32>



</TELA21>
<TELA22>                       
Atividade- 1.5  Proposta de Projetos
A partir do diagnstico sobre as boas prticas com projetos usando as tecnologias no contexto da escola e no trabalho de sala de aula, o prximo passo  que cada cursista pense, dialogue com seus pares (professores e gestores) da escola, para que possa elaborar uma proposta de Projeto a realizar com alunos de modo que estes sejam protagonistas de suas produes. 
O projeto elaborado nesta atividade ser implementado durante o desenvolvimento do Eixo-2 do curso.
Orientaes:
1. Anotar os aspectos relevantes que foram observados no Banco de Projetos para apresentar junto  equipe de professores e gestores de sua escola, uma vez que enquanto cursista dever elaborar e implementar um projeto na sala de aula;

2. Levantar as tecnologias existentes na escola e outros materiais que julgar interessante para o trabalho com projeto;

3. Compartilhar com os colegas da turma no Frum Esboando o Projeto algumas estratgias: como levantar o tema, como negociar a organizao da sala de aula/laboratrio e outras atividades do dia-a-dia da escola, como registrar e publicar o processo e o resultado do projeto (uso de blog, portfolio, vdeos, etc); 

4. Elaborar a Proposta do Projeto de como ser feito o trabalho com projeto usando as tecnologias com os alunos, na abordagem estudada no curso que enfatiza a importncia do aluno ser protagonista de suas produes. Usar o <SAIBAMAIS33>roteiro_Projeto </SAIBAMAIS33>como referencia para elaborar a proposta;
5.Salvar a atividade com o nome do arquivo:  ativ-5_Projeto_seunome;
6.Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema Proposta de Projeto.  





<SAIBAMAIS33>Roteiro de proposta de projeto.doc</SAIBAMAIS33>


</TELA22>
<TELA23>

Tela 23  Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
Projetos e Tecnologias: algumas implicaes
 importante que o desenvolvimento do projeto seja tratado como uma organizao aberta, que permite a articulao entre as informaes e a aplicao de conceitos conhecidos com  novos aspectos decorrentes daquilo que foi projetado e colocado em ao, tais como: questes que resgatam, redimensionam experincias e/ou as descobertas dos alunos.

Para isto o professor precisa estar atento, acompanhando o processo de aprendizagem dos alunos e tendo clareza de suas intencionalidades pedaggicas. 

O conhecimento do ponto de vista tcnico e pedaggico sobre as especificidades e implicaes envolvidas no uso dos recursos tecnolgicos d ao professor condies de elaborar seus projetos de sala de aula incorporando de maneira significativa a tecnologia aos contedos curriculares, envolvendo questes transversais e dando o carter interdisciplinar ao conhecimento tratado na globalidade em seu fazer pedaggico.












</TELA23>
<TELA24>




Tela 24 Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
A realizao do trabalho com projeto com os alunos requer muitas vezes, sensibilizar os demais atores da comunidade escolar quanto s possibilidades do uso da tecnologia em novas prtica pedaggicas. 

 importante que a escola desenvolva projetos de dimenses distintas, prprias de cada instncia do contexto educacional, porm de forma articulada.  

O projeto da gesto escolar, expressando seu compromisso poltico, administrativo e pedaggico poder viabilizar o projeto de sala de aula do professor, retratando a sua intencionalidade pedaggica, que por sua vez, visa propiciar o desenvolvimento do projeto do aluno, revelando seus interesses para o aprendizado significativo. 

O fato de o professor ter o projeto de sala de aula no significa que este dever ser executado pelo aluno. Cabe ao professor elaborar projetos para a criao de situaes que propiciem aos alunos desenvolverem seus prprios projetos (<BIBLIOGRAFIA10> PRADO </BIBLIOGRAFIA10>, 2005).

<REFLETIR>Reflita! </REFLETIR>
<REFLETIR>Os contedos previstos para serem estudados numa determinada srie so possveis de serem abordados no projeto? Como isto pode ser feito em sua prtica pedaggica? </REFLETIR>





<BIBLIOGRAFIA10>Integracao das tecnologias na educacao  primeiro capitulo.pdf

PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicaes. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, Jos Manuel (Org.). Integrao das tecnologias na educao. Braslia: Ministrio da Educao/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.1, p. 12-17. Disponvel em: <http://www.tvebrasil.com.br/salto>. Acesso em: 12 jul. 2009
</BIBLIOGRAFIA10>


</TELA24>
<TELA25>

Tela 25  Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
Se fizermos do projeto uma camisa-de-fora para todas as atividades escolares, estaremos engessando a prtica pedaggica (<BIBLIOGRAFIA11>ALMEIDA</BIBLIOGRAFIA11>, 2001)

No contexto da sala da aula, existem momentos em que outras estratgias pedaggicas, diferentes do trabalho com projetos, precisam ser colocadas em ao para que o aluno possa aprender e formalizar o conhecimento sobre determinados conceitos.

O professor precisa ter abertura e flexibilidade para relativizar a sua prtica e as estratgias pedaggicas para que o aluno possa (re)construir o conhecimento.
Isto implica criar situaes mais localizadas, que permite ao aluno entender as particularidades dos conceitos, inclusive para integr-los no mbito mais global no projeto.











<BIBLIOGRAFIA11>ALMEIDA, M.E.B. Educao projetos, tecnologia e conhecimento. So Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA11>




</TELA25>
<TELA26>


Tela 26  Eixo 1 Projetos    (distncia)                        
Avaliao e projeto
Segundo<BIBLIOGRAFIA12> Almeida </BIBLIOGRAFIA12> (2001), a avaliao de projeto desenvolvido pelos alunos com a mediao do professor pode ser feita em termos de processos e produtos.
As tecnologias da informao e  comunicao trazem contribuies  fundamentais para o registro de processos e produtos e na recuperao de tais informaes , favorecendo a reflexo e a reformulao.
A concepo de avaliao coerente com o trabalho por projetos tem carter formativo e processual, pois assume que o aluno  um ser ativo e interativo e o conhecimento  algo inacabado em contnuo processo de reconstruo.

Nessa perspectiva a relao dialgica entre avaliador e avaliado pressupe um acompanhamento contnuo dos processos de construo de conhecimento e aprendizagem do aluno em funo da regulao e da autorregulao, contribuindo para que os sujeitos se tornem agentes de transformao social. Esse acompanhamento orienta as decises do professor sobre as estratgias mais adequadas para propiciar a aprendizagem dos alunos. 

Na concepo de <BIBLIOGRAFIA13>Cappelletti </BIBLIOGRAFIA13> (2002, p. 32-33) a avaliao permite compreender as representaes dos alunos e suas implicaes na reconstruo do conhecimento:

Esse processo desencadeia uma interveno intencional de estudos, reflexes, re-leituras, gerando nas aes/decises um movimento de problematizao e re-significao na direo de transformaes qualitativas.

Cabe destacar que todo processo avaliativo deve ser precedido de uma anlise sobre questes fundamentais, tais como enunciadas por Paulo Freire:

<DESTAQUE>Quem avalia? Para que avaliar? O que avaliar? Como avaliar? Quais so os critrios de avaliao?
</DESTAQUE>







<BIBLIOGRAFIA12>
ALMEIDA, M.E.B. Educao projetos, tecnologia e conhecimento. So Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA12>
<BIBLIOGRAFIA13>CAPPELLETTI, I. F. Avaliao de currculo: limites e possibilidades. In: ______. (Org.). Avaliao de polticas e prticas educacionais. So Paulo: Articulao Universidade/Escola, 2002. </BIBLIOGRAFIA13>


</TELA26>
<TELA27>

Tela 27 Eixo 1 Projetos   (distncia)                        
Atividade 1.6 - Reflexo sobre a aprendizagem

A partir das leituras, debates, indagaes, produes elaboradas, cada participante pode revisitar suas experincias e aprendizagens acerca da temtica desse Eixo de estudo. Esse,  um momento pessoal de registro do seu processo de introspeco.
Siga as <ORIENTACAO> orientaes </ORIENTACAO>.
<ORIENTACAO> Orientaes:
1.Acessar o item Dirio de Bordo
2.Selecionar seu nome na listagem 
3.Escrever sua reflexo no espao prprio do Dirio de Bordo. </ORIENTACAO>



</TELA27>






<UNIDADE1>